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Em a língua aprende a morder, Elys Zils reúne poemas atravessados por questões de linguagem, corpo e poder. A escrita parte da percepção de que a língua não é neutra e carrega marcas históricas de hierarquia, controle e exclusão.

Os poemas percorrem diferentes formas de violência e domesticação do corpo feminino, aproximando imaginários ancestrais, figuras míticas, cenas cotidianas e resíduos da vida contemporânea. Bruxas, mães, deusas, filhas e mulheres anônimas reaparecem como presenças que atravessam tempos distintos e deslocam fronteiras entre memória, história e invenção.

Com imagens de forte densidade simbólica, a escrita articula fragmentação, ironia, humor negro e surrealismo sem abandonar a dimensão política da experiência. O corpo surge como espaço de disputa, arquivo e transformação.

Organizado em cinco capítulos, o livro acompanha movimentos de ruptura, reaparição e desvio. A linguagem se tensiona continuamente, abrindo fissuras em discursos naturalizados.

Elys Zils

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a língua aprende a morder

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